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Eu sou um anjo e sou um monstro. Todos somos.

Foto minha, do Instagram

Eu sempre gostei de abrir bem as janelas, deitar na cama e ficar observando o movimento das nuvens no céu. É uma espécie de cumplicidade com algo que julgava não compreender.

As nuvens falam comigo e sempre me dizem algo, como no dia em que elas me mostraram que a finitude das coisas pode não ser tão ruim como imaginamos. Às vezes o fim pode ser a porta que precisava ser aberta e que insistimos em deixar trancada por comodismo ou por não entender o medo que sentimos daquilo que não conhecemos.

Elas também desenham caras e bocas e principalmente olhos inquisidores, que estão ali a me interrogar nas entrelinhas e reticências...

Fechar os olhos seria fácil, mas não esconderia o óbvio! Mentir para si mesmo é a pior mentira? Talvez, mas isso também não é definitivo, assim como nada é. As nuvens em movimento decifram um enigma, uma espera incessante de mim mesma.

Eu estou ali traduzida em imagens que vão se formando na minha mente através de lembranças, mas não me iludo!

Sinto o mesmo diante da chuva, de um flamboyant florido, do pôr-do-sol ou de pássaros em bando voando na mesma direção. É a nudez da minha alma em comunhão com a natureza que tudo fala, tudo ouve, tudo vê.

Sou argila e papel. Sou água e pincel.
Eu sou um anjo e sou um monstro.
Todos somos.


[ Dulce Miller - escrito em 2010 ]



Palavrinha mágica



Foto minha

Para não esquecer de lembrar que apesar dos pesares, o dia (re)começa todos os dias e a gente volta a sonhar. A vida é efêmera por demais e acaba num piscar de olhos. Tente ver e sentir tudo com os olhos da alma... acalma.

Cada pequeno detalhe é vida em movimento, um alento. Dê valor a isto. Dê valor ao que geralmente poucos percebem. E não esqueça de agradecer, seja a quem for, SEMPRE. 

Obrigada(o) é uma palavrinha mágica. 

OBRIGADA por todos vocês existirem na minha vida real ou virtual, não importa. O que importa de verdade é que hoje é um dia igual a outro qualquer e é especial porque estamos VIVOS!

Naturalmente simples assim.

[ Dulce Miller ]

Deus de vez em quando me castiga...

Deus de vez em quando me castiga. Me tira a poesia.
Olho para uma pedra e vejo uma pedra.
[Adélia Prado]

Seria a poesia uma visão deturpada das coisas? Se olhamos para uma pedra, não é exatamente uma pedra que deveríamos ver?

Adélia Prado descreveu perfeitamente nestes simples versos o que a poesia faz. Olhamos uma pedra e enxergamos algo mais ali, algo implícito, algo invisível aos olhos mais realistas, algo que está na alma, muito além da pedra.

E falando em pedra...

Há alguns anos eu fui num coquetel, inauguração de uma exposição de quadros do Miró aqui em Porto Alegre e fiquei encantada com um jardim de inverno montado para enfeitar o evento, nada a ver com Miró, mas com o ambiente. Neste jardim haviam muitas pedras brancas que brilhavam expostas à luz e eu fiquei parada ali um tempão, admirando o que aparentemente, não estava ali para ser admirado.

Falei com uma amiga organizadora do evento e perguntei com a maior cara-de-pau se podia levar uma pedra daquelas para casa! Então ganhei uma que guardo até hoje, como uma jóia... E depois, com uma ideia na cabeça e uma aranha de plástico, fiz uma fotografia.

Foi como dar vida à pedra e à aranha, se é que me entendem...

[Dulce Miller]


A verdade é infinita.

A verdade tatuada em mim, com o símbolo do infinito
A beleza de uma pessoa vai além do que os olhos podem ver. Para mim, a verdadeira beleza transcende o visual, vem da alma. Gestos e sorrisos sinceros, solidariedade, amizade, carinho e tudo o mais que transforma uma pessoa em um ser de luz. Seres de luz não mentem e veneram a verdade. Eu conheço muitas que são assim, que conseguem enxergar o que os olhos não podem ver, que podem sentir além de todas as coisas.
A verdade é que cada um tem a sua verdade. Você tem as suas convicções e seu caráter, assim como eu. 
Quem pode dizer o que é certo ou errado? Quem pode julgar? 
Quem pode dizer que o que escrevo não é minha verdade? Eu. E somente eu. Posso até mudar de opinião em relação a algum assunto quando percebo que estou errada, mas minha essência será sempre a mesma, e minha essência é a pureza dos sentimentos e a verdade.  Muitas vezes "quebrei a cara" por ser  ingênua demais acreditando nas pessoas... mas querem saber? Vou continuar acreditando até que elas próprias me provem o contrário. 
Sofri MUITO com a mentira e hoje me pergunto: Será que aprendi? Ainda não tenho a resposta, mas o senhor tempo está encarregado de me mostrar. É sempre assim. Sempre foi. Sempre será.

Que a minha verdade não seja a sua verdade, mas que a sua verdade, SEJA. Simples assim.
A mentira tem as pernas bem curtas, todos sabem... mas a verdade não, ela é infinita.
[Du]

Porto Alegre me tem!







As fotos são minhas e tem muito mais no meu Fotothing 

O vídeo e a música falam por mim.



Para saber mais sobre a cidade, clique aqui!
Feliz Aniversário, Porto alegre!

Minha primeira tatuagem...



Minha palavra favorita "Serendipity", uma borboleta que significa a eterna renovação da vida e flores que são os suportes da borboleta (os amigos)...

Mas afinal, o que é Serendipity? Leia aqui.


Uma pausa forçada


Nada demais, só uma tendinite que me incomoda há mais de dois meses e eu não tinha feito nada pra tratar, então ela piorou de um jeito que não deu mais pra aguentar. Irresponsabilidade minha, eu sei, mas enfim... 
Só lamento não ser canhota pra poder escrever com mais facilidade agora...
Bom, assim que der, eu volto!
Beijão pra vocês, meus queridos!


Um susto e tanto!

Ontem eu passei por uma verdadeira “sessão terror” no ônibus enquanto voltava do trabalho para casa. O ônibus simplesmente começou a pegar fogo na parte de trás, onde fica o motor. Só que a fumaça veio direto para dentro do ônibus, que era do tipo executivo, daqueles que tem todas as janelas fechadas por causa do ar-condicionado.

Eu estava sentada, bem tranquila de olhos fechados ouvindo meu mp3 quando percebi os gritos e a fumaça que dominou tudo em poucos segundos. Foi tudo muito rápido! No momento em que me dei conta da situação sem nem entender direito o que estava acontecendo, mesmo com os fones no ultimo volume eu consegui ouvir os gritos histéricos e desesperados das pessoas que estavam comigo ali, naquele ônibus lotado. Entre o coração acelerado e a dificuldade de respirar por causa da fumaça, a minha mente rezava e só via a imagem do meu filho : “eu não posso morrer agora, por favor Deus, não agora…”

Eu estava sentada mais ou menos no meio do ônibus quando a confusão começou, mas quando o motorista finalmente conseguiu parar o ônibus e abrir a maldita porta, eu fui a primeira a sair (não me perguntem como consegui esta proeza). Só quando estava na rua, sã e salva junto com todos os outros, é que me dei conta do absurdo da situação. Crianças e mulheres chorando, os homens indignados reclamando da empresa que cobra uma passagem absurdamente cara (5,70) e coloca para circular ônibus que deveriam ter virado peça de museu, de tão velhos! E eu ali, quieta, observando tudo e pensando…

Eu nunca havia passado por algo assim e sentido um pânico tão grande, uma sensação iminente de morte.

Quando um outro ônibus chegou para o nosso resgate, eu sentei numa das janelas, coloquei de volta nos ouvidos os fones do mp3 e tocava “Just like heaven” da katie melua. Respirei bem fundo e talvez inspirada pela música, olhei para o céu e só então percebi como estava lindo! Sorri e agradeci a Deus, porque tudo não passou de um susto muito grande, e também por ter a oportunidade de ver um céu com nuvens coloridas cobrindo o sol… eu não resisti e fotografei, ali mesmo da janela, com o ônibus em movimento!

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Se estas fotos não são uma prova da presença de Deus nas nossas vidas, então eu não sei de mais nada!

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Contrastes...

 
... que eu adoro fotografar! 
 
Que todos tenham uma ótima semana! 

Existe coisa mais linda?

 
  
  
(Fotos da praia de Atlântida Sul, no RGS) 
Mais lindo que o amanhecer no mar? 
Só mesmo o reflexo da lua cheia no mar, que eu não consegui fotografar por pura falta de sorte ou descuido - não tinha levado a câmera. Fica para uma outra vez!
Que todos tenham uma ótima semana, iluminada de amor e paz! 

Amigas para sempre, é o que nós seremos!

 
Quando eu cheguei na rodoviária de Torres ela já me esperava de braços abertos e lágrimas nos olhos. Um abraço demorado e afetuoso, carregado de saudade. Um ano inteirinho sem ver minha amiga Andréia... como pude? Só quando cheguei perto dela é que senti como ela me fez falta, todos os dias. Nós nos falamos quase sempre  por telefone, mas não é a mesma coisa. Mas o interessante é que neste reencontro não existiram cobranças nem reclamações, foi como se nunca tivesse havido um afastamento entre nós.
Andréia passou por situações muito tristes recentemente e eu não estive do lado dela, sei lá por que, afinal, ela só mora há 3 horas de mim. 
Bem... ela passou cinco anos tentando engravidar e finalmente conseguiu, no ano passado. Tudo pronto para a chegada do bebê e ela já estava com sete meses quando aconteceu a tragédia. Uma hemorragia intensa e o cordão umbilical enrolado no pescocinho do bebê, que não resistiu e morreu dentro da barriga dela. Andréia quase morreu também, foi por pouco que conseguiram salvá-la, perdeu uma quantidade enorme de sangue e ficou dias no hospital. 
O marido amoroso, fotografou o bebezinho antes de enterrá-lo, como se estivesse dormindo. Quando eu cheguei foi a primeira coisa que Andréia me mostrou. E eu achei a coisa mais triste do mundo para uma mãe guardar... Mas ela disse que a foto é o único consolo que ela tem, que é a única lembrança de um ser que foi tão amado e que ela carregou na barriga por sete meses. 
Mais uma vez eu pedi desculpas por não ter estado com ela no momento em que ela mais precisava de amor e carinho dos amigos. Andréia disse que eu sou uma boba, que ela sabia que mesmo estando longe fisicamente nós estávamos perto uma da outra e que além do mais, ela não esteve comigo também nos meus momentos mais tristes. Mesmo assim eu não me conformo, sei lá, acho que nem dá para comparar...
Eu admiro muito a Déia. Ela está tentando engravidar de novo e se Deus quiser,  vai conseguir logo!
Mesmo sem seguir nenhuma religião (assim como eu) ela é uma fortaleza cheia de fé e alegria e me ensinou muito neste final de semana, talvez ela nem saiba disto, mas é a mais pura verdade. Não sei se foi o contato com o mar e a chuva, a companhia dela ou o livro maravilhoso que ela me emprestou que deixaram meu coração cheio de paz. Só sei dizer com certeza que eu voltei pra casa muito melhor, literalmente com a alma lavada!
Depois de aliviar um pouco as saudades não falamos mais sobre problemas e tivemos um final de semana muito bom na praia, com direito a comilanças - eu fiz feijoada e a Déia fez um prato de carnes de todos os tipos chamado Frescal,  uma novidade bem gostosa  - qualquer hora vou fazer e postar a receita aqui no blog!!

*Fotos do lugar mais bonito do Rio Grande do Sul, a praia de Torres, que fica quase na divisa com Santa Catarina. 

A cidade mal-entendida


Porto Alegre vive à beira de alguns mal-entendidos. Para começar, vive à beira de um rio que não é rio. O Guaíba é um estuário, ou como quer que se chame essa espécie de ante-sala onde cinco rios se reúnem para entrar juntos na Lagoa dos Patos. Mas todos o chamam de Rio Guaíba.

A rua principal da cidade não existe. Você rodará toda a cidade à procura da Rua da Praia e não a encontrará. Usando a lógica - o que é sempre arriscado, em Porto Alegre - procurará uma rua que margeia o rio (que não é rio), ou que comece ou termine numa praia. Se dará mal. Não há praias no centro da cidade, e nenhuma rua ao longo do falso rio se chama "da praia". Finalmente, desconfiado de que a rua principal só pode ser aquela que concentra a maior parte do tráfego de pedestres no centro, você consultará a placa e lerá "Rua dos Andradas".

Mas ninguém a chama de Rua dos Andradas, chamam pelo nome antigo, Rua da Praia. Por que da praia? Ninguém sabe. Só se sabe que ela vai da Ponta do Gasômetro, que não é mais Gasômetro, até a Praça Dom Feliciano, que todos chamam Praça de Santa Casa, passando pela Praça da Alfândega, que já foi praça Senador Florêncio, mas voltou a ser Praça da Alfândega porque ficava na frente da Alfândega - que não existe mais. Confuso, você talvez entre no prédio da prefeitura para pedir satisfações, só para descobrir que entrou no prédio errado. Existe outra prefeitura, a nova, atrás da velha, que por sua vez tem na frente uma praça chamada não Porto Alegre mas Montevidéu. Na prefeitura certa talvez lhe digam para ir se queixar ao bispo, tendo que, para isto, subir a Rua da Ladeira até a Praça da Matriz, onde fica a Catedral.

Desista. Você não encontrará a Rua da Ladeira, que hoje se chama (só ela se chama, porque ninguém mais a chama assim) General Câmara, e a Praça da Matriz na verdade é a Praça Marechal Deodoro, embora poucos porto-alegrenses saibam disto.  A única vantagem de toda esta confusão é que você precisará de muito tempo para ir decifrando Porto Alegre, ao contrário do que acontece em cidades previsíveis e sem graça como Paris, Roma, etc., onde tudo tem o mesmo nome há séculos - e ir degustando-a aos poucos. Acho que não se decepcionará. Vencidos os primeiros mal-entendidos e localizada, por exemplo, a “Praça da Matriz”, você pode fazer uma visita ao Theatro São Pedro, um dos orgulhos da cidade com seu prédio em estilo barroco português e sua pequena platéia em forma de ferradura. Há quem diga que é o teatro mais bonito do Brasil.

Certamente é o mais bem cuidado. Inaugurado em 1858, esteve fechado por uns tempos e foi magnificamente restaurado para sua reinauguração há poucos anos. Da sacada do seu primeiro andar, onde ficam o foyer e o café, você pode olhar a Praça de cima. Se tiver sorte, os jacarandás estarão florindo. Do outro lado da praça estão a Catedral e o palácio do governo estadual, ou Palácio Piratini, esse no estilo neoclássico francês. Duas coisas surpreendem alguns visitantes em Porto Alegre pela quantidade insuspeitada: a arquitetura neoclássica e os jacarandás. Saindo do Theatro São Pedro você pode aproveitar para dar uma olhada na Biblioteca Pública (outro exemplo do estilo neoclássico), e principalmente uma espiada no seu Salão Mourisco, ricamente decorado. Desça a Rua da Ladeira. Está bem, a General Câmara. Você chegará ao chamado Largo dos Medeiros e a outro mal-entendido municipal. O largo tem este nome extra-oficial em homenagem a um café que tinha ali e não tem mais. Não, não se chamava Café Medeiros, os donos é que se chamavam assim. Não importa, vire à esquerda e siga pela Rua da Praia - dos Andradas! dos Andradas! - passando a Praça da Alfândega, onde todas as primaveras se realiza a famosa

Feira do Livro de Porto Alegre. Depois de uma curta caminhada você chegará ao antigo Hotel Majestic, hoje belissimamente transformado na Casa de Cultura Mario Quintana, com teatros, cinemas e salas para cursos e exposições. Vale a pena entrar para ver o que foi feito do velho hotel e ir até o Café Concerto na sua parte superior, ou então deixar para voltar lá na hora do pôr-do-sol. Um pouco mais adiante na mesma Rua da Praia, à sua esquerda, você verá a igreja Nossa Senhora das Dores, com uma grande escadaria na frente. A fachada e a escadaria são iluminadas à noite, é uma das bonitas visões da cidade.

Volte pela mesma Rua da Praia em direção ao centro. Ao chegar à Avenida Borges de Medeiros, pegue a esquerda e desça até o Mercado Público, perto da prefeitura e da já citada Praça Montevidéu, onde está a graciosa Fonte de Talavera de la Reina, um presente da comunidade espanhola à cidade. Passeie dentro do mercado e veja as suas "bancas" especializadas, como a que vende vários tipos diferentes de erva para o chimarrão. Os morangos com nata batida da Banca 43 são famosos.

O pôr-do-sol não pode ser reivindicado como atração turística de Porto Alegre, já que tecnicamente ele acontece fora dos limites estritos do município, mas saber se colocar para assisti-lo é uma das artes da cidade. O novo Café Concerto, na cúpula do antigo Hotel Majestic, com uma vista desimpedida do “rio” e do poente, já tem seus adeptos, mas o ponto tradicional dos crepusculistas é o mirante do Morro de Santa Teresa. Você precisará de transporte para ir do centro até lá e se for de táxi, para evitar outro mal-entendido, diga ao motorista que quer ir ao “Morro da Televisão”. Do mesmo mirante você terá a melhor vista da cidade, cuja topografia já foi comparada à de São Francisco na Califórnia. E verá, lá embaixo, o imponente estádio do grande Sport Club Internacional. Outro bom lugar para se olhar a cidade e o pôr-do-sol é o Morro do Turista. Para chegar lá você precisa pedir para ser levado ao Morro da Polícia.

 É o mesmo morro. Aos domingos pela manhã, boa parte da população de Porto Alegre vai ao “Brique da Redenção”, assim chamado porque fica no Parque Farroupilha. Calma. O Parque Farroupilha, um dos maiores parques urbanos do mundo, é conhecido pelos porto-alegrenses como Parque da Redenção. Ou, sucintamente, “a Redenção”. “Brique”, na língua gaúcha, é o encurtamento de “briqueabraque” e é uma feira de antigüidades em que tudo, até revista da semana passada, é considerado antigüidade. Mas em meio às porcarias assumidas, há louças e pratarias, livros valiosos, selos e moedas e principalmente muita gente vendendo, comprando ou só passeando. O parque se chama Farroupilha em homenagem à revolução do mesmo nome que os gaúchos fizeram em 1835 contra o império, proclamando a República Rio-grandense.

 Mas, embora todo mundo aqui hoje comemore a insurreição, Porto Alegre manteve-se fiel ao governo central e por isto mereceu o título de “leal e valorosa cidade” conferido pelo imperador Pedro II, e que está no seu brasão.
Outro mal-entendido.

Texto: Luis Fernando Veríssimo