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8 motivos pelos quais é preciso buscar o sentido da vida

"Não quero convencer ninguém, não me proponho a articular uma apologética; simplesmente desejo expressar, na primeira pessoa do singular, as razões que me levam a crer em Deus, a viver confiando nele”. 


 As palavras são de Francesc Torralba, um dos pensadores mais notáveis do cenário filosófico espanhol, que, desde 2011, é consultor do Pontifício Conselho para a Cultura. 
No livro “Y a pesar de todo, creer” (“Crer, apesar de tudo”), lançado recentemente no mercado espanhol, Torralba expõe as razões pelas quais, segundo ele, devemos buscar sempre o sentido da vida. São estes os motivos:  

1. Todo ser humano, por natureza, deseja viver uma vida com sentido. 
A “vontade de sentido”, bela expressão de Viktor Frankl, é própria e comum à condição humana. Para nós não basta vivermos, passarmos os dias e nos entretermos com milhares de disputas e fofocas; queremos viver uma vida que faça sentido, que valha a pena, que tenha valor em si mesma. 

2. Não existe uma resposta científica à busca pelo sentido 
A Ciência explora os fatos, tenta compreender a lógica que os une e explicá-los através de leis de caráter universal. A Ciência não analisa valores. Estes são objetos de estudo da Filosofia prática, especialmente a Ética.  

3. A busca pelo sentido não é uma tarefa fácil; o que está em jogo é a felicidade da pessoa. 
Quando o ser humano constata que a sua vida tem valor, que possui sentido, ele se sente feliz. Isso não o exime do cansaço e da indignação, mas o faz sentir que sua tarefa é útil e que, através dela, constrói o bem.  No entanto, quando percebe que a vida é vazia, quando sente que nada do que diz ou faz possui valor, ele vive uma vida entediante, irrelevante, completamente estéril. Neste caso, ele sofre o que Viktor Frankl chamou de “vazio existencial”. 

4. A necessidade de sentido é uma necessidade espiritual. 
A busca pelo sentido é própria de um ser complexo, de um ser que não tem o suficiente para se alimentar, se defender e procriar. Ele está sempre se perguntando por que está no mundo e como deve administrar o tempo escasso que possui entre o nascimento e a morte. 

5. A fé é um antídoto ao vazio existencial, mas não é só isso. 
Muitas pessoas que vivem sem Deus percebem que a vida tem sentido, pois elas constroem algo nobre e valioso, útil para os outros – e isso lhes basta. O discurso sobre o sentido, então, não é unívoco. Existe uma pluralidade de modos de dotar a vida de sentido. 

6. O que realmente dá sentido à vida é o amor. 
Uma vida sem amor carece de sentido. O ser humano é feito para amar; esta é sua finalidade inerente. Só o amor pode dar sentido à vida – e é preciso saber dar e receber amor. 

7. A vida é um dom, algo que não nos pertence. 
Todo ser humano é chamado a decidir o que vai fazer com sua vida, ou seja, como vai dotá-la de significado. O sentido da vida não está nos livros; isso se aprende com a experiência, os erros, ou seja: vivendo. 
A fé em Deus não nos separa do mundo nem nos afasta de nossos afazeres concretos. Crer em Deus é viver a vida como um dom, que deve ser protegido e cuidado. Todas as formas de vida são valiosas.  

8. A fé nos faz respeitar a natureza.
A fé nos faz reconhecer na natureza uma gramática escrita por Deus, uma morada que ele nos confiou. Por isso, devemos cultivá-la e protegê-la. 

Enfim, para Torralba, as atitudes abaixo são o que realmente conferem sentido à vida: 
  1. ser útil aos outros;
  2. amenizar o sofrimento;
  3. construir a beleza;
  4. construir unidade onde houver dispersão;
  5. oferecer aos outros a possibilidade de viver a aventura da existência.


Fonte: Aleteia

A depressão sorridente é silenciosa e perigosa, mas pode ser compreendida e curada!

Esses indivíduos criam uma “máscara” para aparentar que são alegres quando estão em público, contudo, em casa estão sempre tristonhos e desanimados. Por essa razão, é difícil identificar as pessoas que sofrem de depressão sorridente, porque elas simulam que se sentem felizes e não aparentam estar depressivas, já que possuem casas, carros, empregos, amigos, cônjuges, filhos, etc.


O vocábulo depressão vem do latim: “depressio e onis”, que define o termo “depressun” que significa a palavra “baixo”. Historicamente, a depressão foi debatida pelos filósofos, como o mau funcionamento orgânico e na literatura é caracterizada como transtorno grave, que compromete a vida em todas as suas dimensões.

Além disso, ela é um tema que tem repercutido nas últimas décadas, apresentando fatores genéticos, patológicos, bioquímicos, psicológicos e ambientais que podem estar implicados na origem e na evolução da doença. Hoje, a depressão é o mal do século 21, um fenômeno cotidiano, que atinge crianças, jovens, adultos e idosos, sejam eles ou elas pobres ou ricos, anônimos ou famosos.

A depressão revela a nossa fragilidade humana, causando a sensação de vazio, sentimento de tristeza, desesperança, desamparo, culpa e a perda da vontade de viver, que deixa o corpo lento, cansado, com insônia e sem libido. Aliás, podemos num dia acordar demasiadamente felizes e no outro totalmente tristes, acreditando que tudo de ruim ou errado que acontece na vida é nossa culpa.

Assim, surgiu a “depressão sorridente” ou a depressão atípica, que é quando nos acostumamos a pensar que um sorriso é indicativo de felicidade. Por isso, que há pessoas que são capazes de sorrir e viver momentos radiantes, mas nutrem sentimentos intensamente depressivos ou suicidas.

Esses indivíduos criam uma “máscara” para aparentar que são alegres quando estão em público, contudo, em casa estão sempre tristonhos e desanimados. Por essa razão, é difícil identificar as pessoas que sofrem de depressão sorridente, porque elas simulam que se sentem felizes e não aparentam estar depressivas, já que possuem casas, carros, empregos, amigos, cônjuges, filhos, etc.

O comediante e ator Jim Carrey revelou que tinha esse tipo de depressão, em numa entrevista, a uma emissora de TV americana: “Há picos e vales, mas eles são sempre cavados e suavizados para que você sinta um permanente desespero e fique sem respostas, mesmo que viva bem”. E Carrey concluiu: “Você consegue sorrir quando está no trabalho, mas continua em um baixo nível de aflição.”

Aproximadamente 70% das pessoas sofrem de depressão sorridente, porém, têm aquelas que não conseguem mais suportar o silêncio, o perigo e o peso de usar essa máscara por muito tempo, uma vez que a depressão vai além da tristeza, ela afeta a vida individual e coletiva em todos os lugares e situações.

Entretanto, é bom dizer em voz alta e clara, bem inteligível, de modo que todo o mundo ouça e entenda: “A depressão não é frescura, nem é fraqueza, muito menos é a necessidade de chamar atenção e sequer é a falta de Deus no coração”. Então, não são esses discursos que ajudam alguém, mas sim o respeito e o carinho que amparam os que sofrem com a doença.

Por fim, a psicoterapia e os antidepressivos são as formas adequadas para tratar a depressão, que pode ser compreendida e curada, além do que é fundamental que os amigos e a família entendam o problema, desconstruam os seus preconceitos, evitem julgamentos e ofereçam afeto e auxílio.

Imagem: cena do filme Coringa
Texto: Conti Outra

Relacionamento abusivo não é só agressão.


Tantra Totem - Dalai Lama


Lama: Tantra Totem da Boa Sorte do Nepal

Pense Positivo.
Dê mais às pessoas do que elas esperam e faça com alegria.
Decore o seu poema favorito.
Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira. 
Quando disser "Eu te amo" seja verdadeiro. 
Quando disser "Sinto muito" olhe as pessoas nos olhos. 
Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar. 
Acredite em amor à primeira vista. 
Nunca ria dos sonhos de outras pessoas. 
Ame profundamente e com paixão. Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
Em desentendimento, brigue de forma justa. Não use palavrões. 
Não julgue as pessoas pelos seus parentes. 
Fale devagar mas pense com rapidez. Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte "Por que você quer saber?" 
Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos. 
Ligue para sua mãe. 
Diga "Saúde" quando alguém espirrar. 
Quando você se der conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias. 
Quando você perder, não perca a lição. 
Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, Respeito ao próximo e Responsabilidade pelas ações. 
Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade. 
Sorria ao atender o telefone. A pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz. 
Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra. 
Passe mais tempo sozinho. 
Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores. 
Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta. 
Leia mais livros e assista menos TV. 
Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás você poderá aproveitá-la mais uma vez. 
Confie em Deus, mas tranque o carro. 
Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. 
Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia. 
Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual. Não fale do passado. 
Leia o que está nas entrelinhas. 
Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade. 
Seja gentil com o planeta. 
Reze. Há um poder incomensurável nisso. 
Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado. 
Cuide da sua própria vida. 
Não confie em alguém que não feche os seus olhos enquanto beija. 
Uma vez por ano vá a algum lugar onde nunca esteve antes. 
Se você ganhar muito dinheiro coloque-o a serviço de ajudar os outros enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação da riqueza. 
Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele onde o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro. 
Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para consegui-lo. 
Lembre-se de que seu caráter é seu destino. 
Usufrua o amor e a culinária com abandono total.

...de um médico, o receituário da felicidade - use sem moderação!

Imagem daqui

Minitratado

Esta manhã, 6h15, depois de 6h de sono bem dormido (e merecido) acordei muito feliz. Pensei na conturbada noite do dia anterior e percebi que, apesar de até ter motivos para estar triste e de serem quase 4h da madrugada do 8º dia em que eu não conseguia ter mais do que 4h de descanso, também tinha ido deitar muito, muito feliz. Então me veio uma questão à cabeça: Será que todas as pessoas estão assim, tão de bem com a vida que pouco se abalam? A julgar pelo que tenho visto nos rostos de tanta gente que passa por mim e de tantos fatos desagradáveis que acontecem todos os dias, parece infelizmente que não. A maioria das pessoas, aparentemente, não está satisfeita nem consigo mesma, nem com a vida que leva. Em vez de curtir o momento presente, o dia de hoje, muita gente vive se lamentando de um passado perdido ou esperando por um futuro próximo ou distante, seja a sexta-feira, seja o feriado, seja as férias, seja o que for. Foi aí que me dei conta de que, talvez, eu tivesse algo de bom para compartilhar com as pessoas da minha relação ou com quem mais tivesse interesse em algumas dicas. É só por isto e no melhor intuito de ajudar que me permito a ousadia de trazer uns poucos conselhos (sem uma ordem definida) baseados no que aprendi com a vida e que funcionam muito bem para mim:

1. Acordar cedo.
Não é preciso madrugar, mas não se pode acordar em cima da hora. O dia deve ser iniciado com tranquilidade. Se o stress vai atacar de qualquer jeito no decorrer do dia, que seja o mais tarde possível.

2. Sorrir!
Mesmo parecendo que não há motivo pra isto, sorria. Comece o dia abrindo totalmente a janela, deixando o sol e um novo ar entrar, respirando bem fundo com uma boa espreguiçada e sorria. De preferência com um breve alongamento a seguir e mais um grande sorriso. Cada novo sorriso é mais fácil e mais gostoso do que o anterior.

3. Água.
Tome um grande copo d'água com bastante calma e depois tome um bom banho para acordar de vez. É estimulante para o corpo e relaxante para a mente. Tome pelo menos 2 litros por dia, mas evite tomar água ou qualquer líquido junto com a comida: não é assim que a digestão funciona e fica difícil se sentir bem com problemas digestivos.

4. Comer.
É muito difícil ser feliz com fome e com um corpo pouco saudável. Coma ao menos uma fruta pela manhã e faça pelo menos mais 3 refeições ao dia. Quanto mais colorido o prato, mais saudável. Coma de tudo, mas não exagere nos carboidratos e evite refrigerantes.

5. Descansar.
Um corpo esgotado não é um bom refúgio para a felicidade. Procure dormir pelo menos 6h por noite. Se os problemas atrapalham o sono, aprenda a afastá-los pelo menos na hora de dormir, usando técnicas de relaxamento e/ou meditação. Se você não conhece nenhuma, faça algumas aulas de ioga.

6. Amar.
O amor nem sempre é justo com a gente, mesmo assim sempre vale a pena. Ame a família, ame os amigos, ame seus projetos, ame seu trabalho, ame seu amor, mas acima de tudo ame a você mesmo. Nenhum outro amor pode ser colocado acima do amor-próprio; pode não parecer nada romântico, mas é a mais pura verdade. Quando duas pessoas se amam, elas continuam a ser duas pessoas. Esqueça esta bobagem de duas metades, não deixe que o outro mutile quem você é em favor deste amor de novela barata. Não esqueça que, quando o seu parceiro for embora, a dor vai ser muito maior se você deixou de ser quem era e o que restou só tem sentido junto com a outra pessoa.

7. Buscar o que é bom. Afastar o que é ruim.
Faça uma lista de tudo o que lhe traz satisfação sem causar culpa (gente, coisas, atividades, etc) e se programe para ter mais destes prazeres em sua vida.
Faça outra lista parecida, com tudo o que lhe incomoda ou deixa triste, e tente resolver o que pode ser resolvido. Se não houver solução, procure então se afastar do que lhe faz mal.

8. Ser útil.
Tenha a certeza de ser útil e tente se ocupar com algo realmente importante para alguém ou para muitos, seja um trabalho remunerado ou voluntário, seja numa empresa ou na família, seja para você ou para a sociedade. Poucas coisas trazem mais satisfação e alegria do que saber que você está fazendo algo de bom e necessário.

9. Trabalho e parceiro: Ame-os ou deixe-os.
Muito mais importante do que uma pretensa segurança que algo parece nos dar é o sentir-se bem com este algo. Se ir para o seu trabalho lhe deixa infeliz e você já tentou de tudo (inclusive análise) para mudar a situação, sem sucesso, não há porque se torturar, tenha coragem e mude de vida. Se você se sente melhor sozinho do que com seu parceiro, algo está muito errado, o amor não deveria rimar com dor, tente resolver dialogando. Se depois de muita conversa nada melhorou, novamente tenha coragem e saia desta relação.

10. Mexer-se.
Ficar parado é um convite à depressão, por isto não deixe de trabalhar nem de estar em constante atividade. O trabalho aumenta a autoestima e é quase impossível ser feliz sem se sentir útil e sem pelo menos um pouquinho de dinheiro para as mínimas necessidades que todos temos.
Já o exercício físico libera, entre outros, um neurotransmissor chamado endorfina, a morfina interna, também liberado durante o orgasmo. Resultado: uma sensação de bem-estar e de alegria intensa. Preciso dizer mais?

11. Gentileza.
Seja bom e gentil com todas as pessoas. Compartilhe e multiplique o seu bom astral com todos ao seu redor. Ajude sempre que possível. Saiba elogiar a todo aquele que faz por merecer da mesma maneira que o advertiria se cometesse um erro. A reação em cadeia que se produz pode criar um ambiente muito mais agradável ao seu redor, o que contribui para perpetuar a sua felicidade.

12. Humildade e sabedoria.
Esteja sempre pronto a aprender com todos sem exceção e, se achar pertinente, ensine (apenas o que realmente sabe). Se errar, não tenha vergonha de pedir desculpas. Se não concordar com algo, deixe claro. Não discuta com quem não sabe o que diz, nem tente defender um argumento que você não tem certeza. Ceder não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria.

13. Personalidade.
Não tente ser ninguém diferente daquilo que te faz sentir bem. Não tente trocar a sua essência pela de nenhuma outra pessoa, famosa ou não. Vista a roupa que te agrada e te dá conforto, corte o cabelo como achar melhor, não se prenda à ditadura da moda (ela muda todo ano), procure não ser fútil. Desligue a televisão, leia bons livros, cultive seu cérebro, exercite a reflexão. Tente descobrir quem você é realmente e creia em algo (ou não creia) baseado em suas reflexões, não naquilo que alguém te empurrou como verdade inquestionável. 

14. Perdoar.
Errar é humano. Todo mundo comete erros, sem exceção, por isto a capacidade de perdoar é um quesito indispensável para quem busca ser feliz. Saiba perdoar e seguir em frente, sem ficar eternamente mastigando o veneno do rancor que só vai fazer mal a você mesmo. Veja bem, isto não quer dizer que você vá simplesmente esquecer o delito, apenas que é capaz de superar o desconforto. Da mesma forma, quando você erra, lembre-se que é muito mais fácil receber alguma coisa se a gente pede, portanto peça perdão. 

15. Válvula de escape.
Tenha um hobby. Seja pintar, seja ler, seja escrever, seja cantar, seja tocar um instrumento, seja colecionar qualquer coisa, seja lá o que for. Há horas em que parece que a gente, assim como uma panela de pressão, está pronto a explodir. Nestas horas a melhor válvula de escape é fazer o que mais se gosta. Eu mesmo, a vida toda, em momentos em que poderia matar um infeliz de tanta raiva ou em momentos em que um tremendo stress se traduzia em uma verdadeira dor física incapacitante, obtive alívio quase imediato me fechando em uma peça e tocando violão ou cantando baixinho.

16. A felicidade só vale se for genuína.
Não a busque em ninguém além de você mesmo. Se a felicidade for vinculada a alguém, a alguma coisa ou a alguma situação, estará fadada ao fracasso, pois tudo fatalmente um dia acaba. Já a felicidade verdadeira se alimenta dela mesma e nos mantém de pé mesmo depois das piores decepções e perdas. É claro que sofre abalos pela dor, pelas perdas, pelo luto, mas se for real jamais se acaba.
    
[12/02/2013 ~  Texto de Urbano Leonel Sant' Anna - Médico por formação, escritor, músico e  filósofo por gosto e opção.]




Às vezes, as câmeras de segurança captam algo totalmente diferente...

Coisas boas e interessantes também acontecem nas ruas de uma grande cidade...



...e é bonito de ver!

ON ou OFF? | De que lado você está?

Certamente vale o play e, principalmente, a reflexão!



Atualmente, estamos cultivando uma cultura onde o 'chegar primeiro' virou mais importante do que 'chegarmos juntos'. De fato, já estamos nos viciando na substituição do diálogo e de necessárias ações pelo simples, cômodo e, nem um pouco eficaz, ensaio. Estamos compartilhando individualidade ao invés de solidariedade. Criando, sustentando e vivendo um mundo virtual, onde tudo é líquido e extremamente descartável. Existem exceções e, claro que ninguém consegue se rotular como vítima dessa nova era, mas, até onde tudo isso pode, e deve, ser considerado como parte da nossa evolução? Quais novos valores estamos cultivando e, em larga escala, quais benéficas mudanças tudo isso tem proporcionado ao mundo? Estamos nos conectando apenas a internet e, infelizmente, estamos devorando este frio e, comercial dinamismo que nos é concedido neste mundo que não existe. Buscamos um equilíbrio diante deste novo cenário ou temos apenas nos adaptado a esta nova inércia? Consumimos tecnologia como se fosse conteúdo e relacionamentos. Seguindo esta proposta 'evolução', como se isso fosse uma parte de nossa 'nova humanização'.

'ON' ou 'OFF'? De que lado você vive? De que lado você quer viver? 

Texto e vídeo de Deivison Pedroza




Eles estão entre nós, cuidado!


Os psicopatas são falantes, charmosos, simpáticos, sedutores, capazes de impressionar e cativar rapidamente qualquer pessoa. Sua capacidade de “parecer bonzinho, educado e inofensivo é impecável”. É a pessoa perfeita, aquela que você menos desconfia ser um psicopata. Tudo isso é uma fachada, como um teatro muito bem engendrado para esconder suas características perturbadoras: a incapacidade de se adaptar às normas sociais com respeito a comportamentos dentro da lei ou da ética social, indicado pela repetição de atos criminosos. A capacidade de enganar, através de mentiras repetidas a fim de obter lucro pessoal ou prazer. Desrespeito e imprudência pela sua própria segurança e dos outros. Irresponsabilidade, indicada por falhas repetidas na manutenção do trabalho ou honrar suas obrigações financeiras. A falta total de remorso ou culpa por ter ferido, maltratado, roubado, enganado ou mesmo matado outras pessoas. Eles são inteligentes, mas insensíveis, frios, manipuladores e sua capacidade de fingir sentimentos é perfeita. Se descobertos, são mestres em inverter o jogo, colocar-se no papel de vítima ou tentar convencer de que foram mal interpretados. E estão conscientes de todos os seus atos.

Assim os psiquiatras os descrevem. Este perfil assombroso é absolutamente realista. Os psicopatas são o extremo mais grave dos que apresentam “distúrbio de personalidade anti-social” (DPA). A possibilidade de você já ter encontrado um em seu caminho é grande, pois pelas estatísticas da Organização Mundial da Saúde uma em cada 100 pessoas uma é sociopata em maior ou menor grau, 1% a 4% da população mundial.

Não existe defesa totalmente segura contra eles. Segundo os psiquiatras muitos atos cometidos com crueldade atuais ou não, podem ter origem nesse mal. O grande desafio é reconhecê-los, devido a capacidade de enganar com perfeição e dizer exatamente o que você quer ouvir, que eles possuem. Você só descobre que cruzou o caminho de um psicopata, após ter sido prejudicado por ele.

O psicopata não é exatamente um doente mental, mas sim um ser que se encontra na divisa entre sanidade e a loucura. O ser humano normal é movido pelo triangulo: razão, sentimento e vontade. O que move um psicopata é: razão e vontade ou seja o que os move é satisfazer plenamente seus desejos, mesmo que isso envolva crimes como: golpes financeiros, roubos, furtos, estupro ou assassinato. Não importa, já que para eles não existe o fato: sentimento. Eles já foram descritos como seres desprovidos de “alma”.

Os sociopatas exibem egocentrismo e um narcisismo patológico, baixa tolerância para frustração e facilidade de comportamento agressivo, falta de empatia com outros seres humanos. Eles são geralmente cínicos, incapazes de manter uma relação e de amar. Eles mentem sem qualquer vergonha, roubam, abusam, trapaceiam, negligenciam suas famílias e parentes.

O pesquisador canadense Robert Hare, um dos maiores especialistas do mundo em sociopatia criminosa, os caracteriza como "predadores intra-espécies que usam charme, manipulação, intimidação e violência para controlar os outros e para satisfazer suas próprias necessidades. Em sua falta de consciência e de sentimento pelos outros, eles tomam friamente aquilo que querem, violando as normas sociais sem o menor senso de culpa ou arrependimento."

Os próprios sociopatas se descrevem como "predadores" e sentem orgulho disto. O psicopata é incapaz de aprender com a punição ou de modificar seu comportamento. Quando descobre que seu comportamento foi identificado, ele reage escondendo muito bem este seu “lado negro”, mas nunca mudando, disfarça de forma inteligente as suas características de personalidade.

O indivíduo sociopata não apresenta sintomas de outras doenças mentais, tais como neuroses, alucinações, delírios, irritações ou psicoses. Eles apresentam um comportamento tranquilo quando interagem com a sociedade, geralmente possui uma considerável presença social e boa fluência verbal. Não é incomum, eles se tornarem líderes sociais de seus grupos. Muito poucas pessoas, mesmo após um contato duradouro com o sociopata, são capazes de imaginar o seu "lado negro", o qual a maioria dos sociopatas é capaz de esconder com sucesso durante sua vida inteira, levando a uma dupla existência. Vítimas fatais de sociopatas violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.

Graças aos céus os psicopatas que matam, estupram e torturam não são os mais frequentes. O mais comum é o tipo parasita: aquele que se dedica a atormentar e dar golpes em suas vítimas sem nunca atentar fisicamente contra elas. Políticos corruptos, líderes autoritários, pessoas agressivas e que abusam da sua confiança, etc... Uma característica comum aos sociopatas é a de usarem sistematicamente a enganação e manipulação de outros visando ganhos pessoais. Um estudo epidemiológico do NIMH (National Institute of Mental Health) registrou que somente 47% daqueles que eram sociopatas tinham uma história de processo criminal significativo. O mais comum para estes são problemas no trabalho, violência doméstica, tráfico e dificuldades conjugais severas. Normalmente os indivíduos com este distúrbio de personalidade são ciumentos, possessivos, irritáveis, argumentadores e intimidadores. Seu comportamento frequentemente é rude, imprevisível e arrogante.

Resumindo todos os aspectos essenciais do estudo do TPA  - psicopatia ou sociopatia:
- um transtorno de natureza crônica que inicia-se como transtorno de conduta em torno de 15 anos e consolida-se como TPA aos 18 anos.  
- Os portadores de TPA tem uma inteligência média e alguns são muito inteligentes. Usam muito os recursos verbais e são muito convincentes nas suas argumentações.

- Tem alterações no lobo frontal ( a parte do cérebro que controla o relacionamento com as pessoas ) e nos circuitos que controlam as emoções. Estas alterações fazem com que sejam agressivos, irritadiços e estabeleçam relações muito perturbadas.  
- As possibilidades de tratamento são limitadas pois os portadores de TPA não estabelecem vínculos firmes e duradouros e não aprendem com a experiência. 

- Quando punidos não aprendem com a experiência, voltando a cometer crimes e violar os direitos dos outros. 

- Não sentem culpa com os atos anti-sociais que cometem e sempre têm explicações e racionalizações. Às vezes chegam a dizer que “matei por amor”. São pessoas extremamente frias e calculistas. -- Colocam nos outros ( projetam ) aspectos detestáveis da sua mente e sentem uma espécie de triunfo e grandiosidade quando enganam ou agridem alguém. 

- As medidas de prevenção não são muitas e consistem em ajudar aos portadores a não se reproduzirem com o excesso que lhes é peculiar, com medidas de apoio. 

- A nível individual a proteção é o conhecimento e boa observação das pessoas com os quais convivemos e com quem fazemos transações comerciais.

Informações retiradas e resumidas por mim de um estudo feito pelo Dr. Osvaldo Lopes do Amaral, Diretor Clínico do INEF e pelo Dr. Robert Hare em entrevistas diversas concedidas em revistas e jornais.


A pergunta...






Vale a pena ver!




Quem passa o HIV pode ir preso?


Soubemos através da imprensa internacional que uma cantora pop muito famosa havia transmitido propositalmente o vírus HIV para três parceiros com que manteve relação. A notícia caiu como uma bomba, não somente por se tratar da cantora pop Nadja Benaissa, vocalista do grupo feminino alemão No Angels, mas pela frieza que um ser humano pode chegar tendo uma atitude destas.

A cantora, de 26 anos, foi presa por infectar um homem com o vírus da Aids, após manter relações sexuais com ele sem adverti-lo do perigo. O jornal inglês "Telegraph" fala que pelo menos três homens podem ter se relacionado com a cantora sem o uso do preservativo. Talvez pela importância da cantora no mundo musical o fato tenha se tornado mais visado pela imprensa.
O No Angels, criado em 2000 e formado por quatro cantoras. Teve altos e baixos em sua carreira e surgiu como uma espécie de versão alemã das Spice Girls. Em 2003, o grupo se separou e dois anos depois, após várias tentativas de Nadja alcançar o sucesso em carreira solo, elas se reuniram. Em 2008, representaram a Alemanha no Festival Eurovision, onde ficaram em último lugar.

De qualquer forma, vale salientar que sendo uma estrela internacional ou não, tal fato de transmitir o HIV de forma consciente é crime e dá cadeia sim, inclusive previsto em Lei no Brasil. O Art. 130 do Código Penal prevê: “- Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. Se é intenção do agente transmitir a moléstia: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.”

A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais. No caso da cantora Nadja Benaissa, se declarada culpada e condenada, pode pegar de seis meses a dez anos de prisão. Isso nas leis dos EUA. Aqui no Brasil, muitos fatos como este infelizmente tem se tornado comum mas a lei não vem sendo aplicada.

O aumento da quantidade de mulheres contaminadas pelo vírus HIV, principalmente daquelas que adquiriram Aids por meio de relações heterossexuais, deve-se à desigualdade de gênero, associada à pobreza e à subordinação dos papéis femininos em nossa sociedade. A contaminação do vírus está inserida não somente em casais heterossexuais novos, mas também no que chamamos de terceira idade ou que para muitos é a melhor-idade.

Como podemos observar esta doença não escolhe quem irá atacar, e o pior de tudo isso acaba ainda sendo o tal do preconceito e falta de informação. Agora, devemos sim, encarar como um crime aquelas pessoas que transmitem DST propositalmente a seus parceiros ou parceiras. E tal atitude deve ser levada às últimas conseqüências e encarada como um crime como outro, contra a vida. Não podemos deixar impunes pessoas que façam este tipo de coisa, prejudicando pra sempre a vida de alguém. A informação ainda é o melhor remédio.

Fonte: Lado A
Imagem daqui
[Republicando, mantendo os comentários originais]


Ah, o ponto G!



Isabel Allende é uma das escritoras que mais admiro, não só por seus livros, mas também por seu humor, sua trajetória de vida e sua força diante de dramas inesperados, como a morte prematura de sua filha, Paula, aos 28 anos, que acabou lhe inspirando um romance biográfico emocionante. Hoje, Isabel vive feliz em Sausalito, Califórnia, com o segundo marido. Lendo a entrevista que ela deu para a Playboy, ri muito com suas declarações e uma delas me pareceu um verdadeiro achado." 

As mulheres gostam que lhes digam palavras de amor. O ponto G está nos ouvidos. Inútil procurá-lo em outro lugar." Ah, o ponto G, esse paraíso secreto que leva os homens a explorações minuciosas. Tanto trabalho por nada. Não temos um ponto G, mas dois, um em cada lateral da cabeça, e não é preciso tirar nossa roupa para nos deixar em êxtase. Falem, rapazes. Digam tudo o que sentem por nós, assim, assim... isso. 

Concordo com a autora de "A Casa dos Espíritos": o melhor afrodisíaco é a declaração de amor. Não aquelas mecânicas, faladas no piloto automático, mas as verdadeiras, sentidas, aquelas que os homens imaginam que basta serem ditas com o olhar e com as mãos, mas que fazemos questão de escutar também com a voz: Como eu gosto de estar com você, esqueço do tempo ao seu lado, que horas são?

Já? Que me esperem, não consigo desgrudar de você, amor." Caetano Veloso vendeu um milhão de cópias do seu último disco, e tenho certeza de que não foi por causa de "vou me embora, vou me embora, prenda minha,..." e sim "por que você me deixa tão solto, por que você não cola em mim?" 

As feministas mais ortodoxas devem estar bufando. Tanta coisa pra se exigir de um homem: mais espaço na política, mais ajuda em casa, salários iguais e nada de gracinhas no escritório, e vem essa daí clamar por palavras!... Pois essa daqui acha tão interessante a idéia de igualdade entre os sexos que adoraria vê-los soltar o verbo como nós fazemos, expressar os sentimentos sem medo de ser piegas, afirmar e reafirmar diariamente como a gente é importante para eles e que saudades estavam do perfume dos nossos cabelos. 

Clichê em último grau, reconheço,mas quem quer ser moderna nessa hora? O que se reivindica é o desbloqueio emocional masculino. 

Os hormônios das mulheres saberão como agradecer.

[Martha Medeiros]

Imagem daqui

O amor é cego mesmo!

Amor desativa o senso crítico do cérebro:
Dito popular antecede a ciência quando diz que o sentimento é cego!

O ditado popular "o amor é cego" é defendido com unhas e dentes quando o assunto é relacionamento. No entanto, estudos recentes comprovam que essa idéia vai muito além de um ditado popular. É o que explica o neurologista André Palmini, da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), quando o assunto é o efeito do amor no cérebro. Quando a pessoa está apaixonada por alguém, seu cérebro desativa estruturas responsáveis pelo julgamento crítico e por nos manter alerta contra ameaças do ambiente , explica o especialista.

Os estudos ainda confirmam que os mecanismos cerebrais que identificam as atitudes dos outros de forma crítica são desativados. Dessa forma o apaixonado dificilmente consegue ver os defeitos e desconfiar da pessoa amada , afirma o neurologista.

Hoje em dia, a Ciência dedica-se a entender o que motiva a mudança nas sinapses neuronais com o passar do tempo e o avanço da relação. Com a consolidação do sentimento, a pessoa passa a ver a outra pessoa amada de maneira muito parecida com a que vê as outras pessoas. O grande segredo da neurociência é porque as pessoas continuam juntas, mesmo com as mudanças no comportamento cerebral , afirma o especialista.


Fotos de René Magritte, um pintor surrealista e filósofo. 
Uma de suas obras mais conhececidas está ‘The Lovers’ de 1928.

"...O amor é capaz de converter as coisas mais baixas e vis, sem qualquer valor, em coisas dignas e elevadas. O amor não vê com os olhos, mas sim com a alma, e por isso pintaram cego o alado Cupido. Nem o Amor revelou alguma vez discernimento. Cego e alado é emblema da sua imprudente impetuosidade: diz-se que o amor é como uma criança, porque na sua escolha erra frequentemente. Tal como os rapazes traquinas que a brincar negam as suas faltas, assim mente o Amor...." [Shakespeare]

Fonte do texto: Minha vida

Quem você admira?


Eu sempre fui de admirar pessoas que conseguem fazer coisas que acabam por transformar o mundo. Seja um escritor, um artista plástico, um músico, um professor, um esportista...

Aquelas pessoas que parecem ter algo de especial, um brilho, uma espécie de magia impossível de passar despercebida.

O que seria de nosso mundo sem a beleza? Sem aquelas coisas que nos tocam a alma, sem a inspiração que recebemos daqueles que mergulham dentro de si mesmos e saem de lá com um tesouro em mãos, esse tesouro que compartilham conosco, amenizando a secura de nossas vidas?

Pensando nisso, me ocorreu escrever e dizer a você, que me lê neste exato momento, que, assim como aquelas pessoas iluminadas que você tanto admira, existe, agora mesmo, um tesouro esperando para ser descoberto.

Onde? No seu íntimo!

Não é preciso ter nome famoso, a esperteza da raposa dourada ou a pena sagrada de uma rara espécie de pavão para que você faça diferença neste mundo. Cada um de nós tem algo muito precioso e especial a compartilhar com a humanidade. Acredite, você também!

Muitas vezes desqualificamos a nós mesmos, como se fosse necessário ser uma espécie de semideus para criar algo de significativo. Não é verdade!

Todas as pessoas que você admira, famosas ou não, são apenas... humanas. Não há nada nelas que não exista em você. A não ser, talvez, a coragem de arriscar. A leveza de se lançar, de brincar, de expressar a si mesma.

Se você esperar atingir a perfeição para só então revelar seu potencial, talvez acabe por perder a chance de manifestar a beleza do seu ser. Seria um desperdício! Não é preciso ser perfeito para tornar o mundo um lugar melhor, acredite.

Você pode não entender nada de jardinagem, mas se escolher um pedacinho de uma praça e se permitir acreditar que pode tornar aquele lugar melhor, eu estou certa de que conseguirá. Basta arrancar as ervas daninhas, regar a terra, plantar algumas sementinhas, um pouco da sua sensibilidade com certeza já fará daquele cantinho um lugar mais agradável e acolhedor. Não precisa ser um jardim perfeito, com a perfeita escolha de cada planta, com a adubação perfeita. Basta que derrame sobre aquele pedaço de terra seu carinho, sua atenção.

Isso vale para muitas coisas. Não importa para onde decida ir, vá inteiro e sem medo. Em cada relação, em cada escolha, em cada tentativa de sua vida, faça o seu melhor. Dedique-se, regue sua vida com delicadeza, acredite em si mesmo. Faça o possível, isso já é muito.

Coisas maravilhosas acontecem quando nos esquecemos que somos apenas meros mortais condenados à mediocridade de uma vida limitada, repetitiva e tediosa. Arrisque sonhar! Pense nisso: talvez você seja um ser maravilhoso, dotado das mais incríveis capacidades à espera de serem descobertas. Talvez você seja mais do que já tenha sequer imaginado. Talvez o mundo esteja à sua espera.

Imagem daqui
Faça o possível, e isso já é muito!


A indiferença nossa de cada dia

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Nem Assim

Quem dera eu
ser egoísta, narcisista
ter a linguagem dos maus
fugindo da felicidade
me arremessando
para o lado da desgraça...
Quem dera eu,
ser masoquista, anarquista
odiar o mundo todo, a vida
afugentar os pássaros
destruir as flores...
Quem dera eu,
ter um coração de pedra
e ferir com um olhar
quem por mim passar
só pra você perceber que eu existo
e, ao menos,
me odiar.
Mas,
nem isso...

[Du - poeminha de 1990]

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O que é indiferença?

Seria um desvio de comportamento, um costume, uma forma de sobrevivência, um mecanismo de defesa, de resistência, ou consequência do egoísmo e do medo? O fato é que todos nós, uns mais outros menos, somos indiferentes, "passamos ao largo" de muitas coisas, realidades, fatos e pessoas, em algumas situações, até de nós mesmos. A indiferença tem um poder devastador. Ela é a companheira doentia do dominador e opressor, também dos que preferem as desigualdades, a violência, o ódio e a morte. Os indiferentes, de uma forma ou de outra, ferem, rejeitam, excluem, matam. Está correta a conclusão: o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença.

[Guilherme Lieven]

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“Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isso: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar... vê, não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e, às vezes, lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia, o porteiro cometeu a descortesia de falecer. Como era ele? Sua cara, sua voz, como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia, no seu lugar estivesse uma girafa cumprindo o rito, pode ser que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas, há sempre o que ver: gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que um adulto não vê., pois tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho, marido que nunca viu a própria mulher. Isso exige muito. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.”

[Texto de Otto Lara Resende]

Fonte das imagens: Daqui, daqui e daqui.

TPM provoca até 150 sintomas de mal-estar


Doença, distúrbio, frescura de mulher. A verdade é que ninguém ainda conseguiu entender definitivamente o que é a TPM. Por isso hoje a definição mais aceita é que se trata de um conjunto de sintomas que surgem uns dez dias antes da menstruação. E ponto. Por isso foi batizada como síndrome. A Medicina já catalogou mais de -- pasme! -- 150 sintomas que costumam dar as caras nesse período e que fisgam até metade das mulheres em idade fértil. Quem está por trás desses males são as oscilações normais dos hormônios nesse período. Isso mesmo: vale frisar que esse sobe-desce é absolutamente normal. Afinal, todas as mulheres, com e sem a síndrome, têm os mesmíssimos altos e baixos hormonais. O que deflagra os sintomas é a sensibilidade de cada mulher a essa gangorra.

O cenário do drama está na segunda metade do ciclo feminino. É quando entra em cena a progesterona, o hormônio que prepara o corpo para a fecundação e para a gravidez, que os problemas começam. Isso porque ela também diminui os níveis de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Daí os sintomas como irritabilidade, ansiedade, depressão. Mas seus efeitos não param por aí: ela também interfere na produção de aldosterona, o hormônio envolvido na retenção líquida o que causa os desagradáveis inchaços e a dor de cabeça. Como se fosse pouco, a progesterona ainda dispara a produção de prostaglandinas, substâncias que, em excesso, se tornam inflamatórias. O resultado? Dores, dores e mais dores, no corpo todo mamas, costas, músculos, etc. 

Com sinais tão diversos, o tratamento varia de mulher para mulher. Assim, dependendo da intensidade do sintoma, o médico pode receitar antidepressivos, antiinflamatórios, analgésicos ou diuréticos. A novidade é um novo contraceptivo oral que acaba de receber o aval contra a TPM. Por ter efeito diurético, além de prevenir a gravidez, ele ameniza os sintomas relacionados à retenção hídrica. Por isso, não deixe de procurar ajuda se o incômodo naqueles dias for realmente grande. Apesar de não ter uma cura definitiva, é perfeitamente possível manter tantos males sob controle.

Um homem de Verdade não foge Nunca!

Sabe quando você lê um texto e AMA? Então...



Um homem de verdade não pode jamais sair de uma relação porque foi expulso por problemas ou vencido pelas dificuldades.

Isso não é digno, não combina com a palavra “homem” e, muito menos , “de verdade”.

O frágil argumento do “eu não aguento mais” ”estou jogando a toalha” por isso ou por aquilo, é na realidade, para os fracos que ”não seguraram a barra” e não possuem a força necessária para suportar o peso das responsabilidades assumidas e a manutenção de sua palavra.

Então ele esta “preso pra sempre” por ter assumido um compromisso com alguém e não poderá jamais ”quebrar a sua palavra?

Não, ele não esta eternamente preso, mas precisa de motivos NOBRES para sair.

Para o homem de verdade, sair de uma relação tem que ser uma ato nobre e de coragem, não uma fuga por fraqueza e covardia.

Na verdade, ele sai de uma relação sem quebrar a sua palavra sendo sincero, coerente, mostrando a cara e, tendo o respeito e a dignidade como aliados. Agindo dessa forma, é justo que saia para construir algo novo, desde que esse novo seja maior e mais duradouro do que tudo que já construiu até então, para si e para os seus, até porque, essa é a sua natureza…

O Homem de Verdade entra em campo e encara os problemas e desafios de uma mudança de planos. Não teme cara feia e a pressão dos próximos, até porque, sabe que na vida não há como ser o herói o tempo todo e que em determinados momentos, alguém precisa assumir o papel de vilão e enfrentar a todos se necessário!

E, com certeza, ele não vai amarelar e fugir… Vai assumir tal papel e encarar o que der e vier pela frente. Mas pra tudo isso, precisa haver uma causa nobre que justifique a mudança de planos e de rumo.

E pra mim, só existe UMA causa nobre que justifique essa revolução na vida de um homem: Encontrar a mulher certa. 

Encontrar Aquela mulher que inspire e transforme você em um cara melhor.

Aquela mulher que seja a parceira IDEAL para construir algo que deixe você se sentindo 100% realizado.

Aquela mulher guerreira que esteja ao seu lado para enfrentar qualquer batalha e desafio.

Aquela mulher com quem você tenha prazer de estar junto em viagens, almoços, jantares, passeios, trabalho e transmita a confiança necessária para você se sentir representado a toda hora e em qualquer lugar.

Aquela mulher que transmita certeza e tranqüilidade nas horas de guerra mas que te mantenha em alerta, sem cair no comodismo nos momentos de paz.

Aquela mulher que te levanta nos momentos difíceis e te coloca com os pés no chão nos momentos de gloria…

Aquela mulher que “fecha” contigo e não abre espaço para papo furado ou intromissões externas.

Aquela mulher que você tem afinidade intelectual para conversar por horas, horas, horas e horas…

Aquela mulher que apóia sua criatividade e iniciativa, mas que também questiona quando você se excede…

Aquela mulher que se preocupa com o seu bem estar a age ativamente para isso.

Aquela mulher com quem rolam tantas coincidências, que esse encontro não pode ser apenas uma mera coincidência..

Aquela mulher que é independente, mas que dependendo do humor e do dia, ela mostra sua fragilidade dizendo que precisa muito de você em sua vida.

Aquela mulher a quem você é fiel, não por causa de um compromisso ou condição, mas porque ela te completa de tal forma que você nem pense em outra.

Aquela mulher que quer, pode e tem a disposição necessária para ser “A mulher” da vida de um homem.

Enfim, eu poderia falar de mais qualidades sobre essa mulher capaz de inspirar tanta mudança e coragem na vida de um homem, mas me responda:

Ao encontrar essa mulher, e ela topar enfrentar a tudo, seguir com você e, por isso, você acabar com uma antiga relação: Você estará no papel de um covarde fugindo dos compromissos assumidos e quebrando sua palavra ou um homem de verdade sendo corajoso para ir construir uma nova vida ao lado da mulher que realmente ama?

Recomendadíssimo!

 Imagem daqui

A violência é uma epidemia silenciosa


"Não existe uma definição consensual ou incontroversa de violência. O termo é potente demais para que isso seja possível."
Anthony Asblaster  Dicionário do Pensamento Social do Século XX
O que é violência? Segundo o Dicionário Houaiss, violência é a “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força”. No aspecto jurídico, o mesmo dicionário define o termo como o “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá-lo a submeter-se à vontade de outrem; coação”.
Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) define violência como “a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis”. Mas os especialistas afirmam que o conceito é muito mais amplo e ambíguo do que essa mera constatação de que a violência é a imposição de dor, a agressão cometida por uma pessoa contra outra; mesmo porque a dor é um conceito muito difícil de ser definido.
Eu estava no centro da cidade ontem no início da noite, quando meu celular tocou. Mal tirei da bolsa pra ver quem estava ligando, senti uma dor descomunal no meu pulso e na mão. O telefone foi arrancado com uma precisão incrível, sem que eu tivesse chance de defesa ou pelo menos pudesse ver o rosto de quem me roubou. O ladrão saiu correndo tão rápido no meio da multidão que foi difícil acreditar que realmente tivesse acontecido.
E então eu me senti perdida, estranhamente calma e só, apesar de estar acompanhada de uma amiga. Uma sensação de impotência terrível e o pior, senti muita vergonha. Maior que a violência física do ato, foi a violência moral. Isso me fez pensar em nós, seres humanos, e a que ponto chegamos.
Seres humanos nem sempre agem como seres racionais. Não desmerecendo os animais, claro. Eu não entendo e nunca vou entender como um ser “humano” pode agredir outro, seja por qualquer motivo.

O saldo de tudo foi o transtorno de ficar sem meu telefone novinho, ter que bloquear na operadora o chip e o aparelho e perder toda a minha agenda com o número dos meus contatos… Fiquei com o pulso e dois dedos da mão direita machucados, estou digitando com dificuldade agora. Tudo bem, como disse minha amiga (que ficou muito mais nervosa que eu na hora), poderia ter sido pior, ele poderia ter uma arma e talvez eu não estivesse aqui agora escrevendo este texto.

A vida continua. E eu não sei até quando ainda vou sonhar e acreditar que o mundo pode ser melhor.
[Dulce Miller]
Imagine
[John Lennon]

Imagine não haver o paraíso
É fácil se você tentar
Nem inferno abaixo de nós
Acima de nós, só o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje
Imagine que não há nenhum país
Não é difícil imaginar
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz
Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo viverá como um só
Imagine que não ha posses
Eu me pergunto se você pode
Sem a necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade dos homens
Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo
Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo será como um só
Que todos tenham um ótimo final de semana, iluminado de amor e muita PAZ!

Levou um pé-na-bunda assim, sem mais nem menos, de uma hora para outra? by @digestivo

Como esquecer um grande amor... ou livrando-se de uma grande encrenca!

Você foi deixado. Levou um pé-na-bunda assim, sem mais nem menos, de uma hora para outra. Justo no momento em que achava "agora vai". Você nunca se sentiu tão feliz ao lado daquela pessoa; era capaz de buscar água na peneira para ele (ou ela), comprar a lua ou as estrelas, mesmo que isso implicasse um financiamento a perder de vista com juros de 7% ao mês. E eis que você dorme ouvindo um cintilante "eu te amo" e acorda com um "não dá mais".

Pobre criatura. Seja bem-vindo ao time dos enjeitados. Se serve de consolo, o primeiro fora é o pior. Depois, você acaba aprendendo a cair, a se levantar, sacudir a poeira e ir dançar mais um frevo. Mas até lá, vai ser dose. Você vai chorar todas as suas pitangas, vai falar dele (ou dela) em todas as rodas e no dia-a-dia para quem se aproximar de você, seja o padeiro da esquina ou o guarda de trânsito ― que veio te multar porque você não pára de chorar ao volante, não vê que o sinal abriu e fechou pelo menos umas três vezes e está atravancando toda uma fila de carros que buzinam lá atrás, sem contar que quase atropelou a velhinha com os dois poodles, pouco antes.

O pé-na-bunda de um abduzido é a coisa mais triste que pode haver em termos de relacionamentos amorosos. Triste porque ao longo da abdução o sujeito jogou o amor-próprio no lixo, submetendo-se às vontades do outro mais do que deveria. E agora, vai ter que voltar à lata de lixo, revirá-la até encontrar seu velho e puído amor-próprio novamente.

O abduzido não é um amante maduro. É aquele que quando dá por si, deixou de ouvir o rock de que tanto gostava, de ver os filmes cult ou os jogos de futebol, de vestir-se como sempre vestiu só porque Fifonho (ou Bodoquinha) não gosta. É aquele cara que se vê, certo dia, assistindo ao Domingo Legal no sofá da namorada (ou do namorado), com tios, primos e o papagaio do cônjuge, depois de um almoço-família, cujo menu inclui a famosa geléia de mocotó da matriarca e o frango na cerveja da tia gorducha de pele oleosa.

O abduzido geralmente é feliz em sua santa ignorância e acha que as reclamações de parentes e amigos quanto ao seu sumiço não passam de implicâncias com sua "alma-gêmea". Ele não consegue ir até o ponto de ônibus sem a ciência dela. Viajar com a turma, encontrar os amigos numa festa ou bar sem a presença dessa figura vigilante e onipresente, então, nem pensar. Ainda assim, o sorriso abestalhado que o abduzido estampa na cara não se desfaz nem mesmo quando Fifonho (ou Bodoquinha) o xinga ou o repreende em frente aos outros. Para se ter noção da dimensão do problema: ele chega a achar que flores de plástico são lindas.

Inevitavelmente, chega o dia em que o cônjuge se cansa de tanta servidão, de tanta falta de personalidade. Convenhamos, um capacho não inspira muita admiração. Nesse dia, então, você recebe sua carta de alforria. E ela vem assim, com um gosto amaríssimo, junto com uma bofetada e um ponta-pé. Você fica arrasado, achando que não poderia ter te acontecido coisa pior e acha que será impossível viver sem os maus-tratos a que estava tão acostumado. Mas, vai por mim, depois que a tempestade passar, você vai perceber que foi a melhor coisa que te aconteceu na vida e que se livrou de uma enorme encrenca.

Claro, bem antes disso, você vai olhar para o alto e pensar: "30 andares... deve ser o suficiente". Então, vai subir no alto do Edifício Acaiaca, em Belo Horizonte (ou no Mirante do Vale, em São Paulo; ou ainda no Rio Sul Center, no Rio). Vai encenar essa novela mexicana durante um bom tempo até se tocar que não tem coragem para tirar a própria vida. Mesmo assim, ainda não se convencerá de que era ruim com Fifonho (ou Bodoquinha), melhor sem ele (ou ela).

Os amigos vão tentar te distrair e te chamar para a balada. Mas sua fossa será tamanha que vai afugentar quem chegar perto e, ô meu Deus, até mesmo os amigos vão ter que se revezar para te aturar. Que seja, amigo é prá isso.

Você ainda vai procurar seu ex-amor uma dezena de vezes, ensaiando uma reconciliação ou negociar um tempo, quem sabe... Não, você ainda não entendeu que quanto mais se arrasta, menos há chance de volta. E que, bobeando, o fato de não ter volta seja uma sorte maior do que ganhar a Mega-Sena acumulada por três vezes seguidas.

Depois de um mês sem fazer a barba (ou sem se depilar), você recebe um e-mail de consolo daquela amiga (ou amigo) que não via há anos. Um e-mail simples e curto, mas tão terno que faz você entender que o que recebia da ex (ou do ex) estava mais próximo do tapa do que do afago.

A garçonete do bar, ou o peão da obra da frente, dá uma piscadela e você pensa que não está tão mal assim. Aí você reage. Decide virar a página. Em menos de uma semana, já deu um trato no visual, se inscreveu num monte de curso que vivia dizendo que queria fazer ― inclusive o de gaita de fole, aquele instrumento desengonçado que Fifonho (ou Bodoquinha) sempre achou brega ―, encontra os amigos e resolve distribuir seu amor para a humanidade no carnaval de Diamantina.

Quando finalmente você se sente curado, o maldito Fifonho (ou a Bodoquinha) reaparece como que por milagre. Pensou melhor e percebeu que não pode viver sem você. E o que você faz?

Pára tudo!
Este é um momento decisivo, é o clímax de toda a sua curva dramática.

Já disse um sábio chinês que errar uma vez é humano, duas é burrice. Como o próprio termo diz, ex é ex. Já era. Passado, capicce? Toda maneira de amor vale a pena mas, em se tratando de relacionamentos amorosos, uma lei é universal: a da evolução das espécies. É o famoso "a fila anda". Sobretudo se você acaba de sair de uma abdução.

Suas pernas ainda tremem ao encontrar a figura, você sabe que se deixar, acaba tendo uma, duas, todas as recaídas do mundo. A carne é fraca? Então, ponha a mente para funcionar:

1º passo: Corra, Lola! Run, Forrest!

Evite o encontro ao máximo e vá procurar a sua turma. Vá viver! Vocês não têm mais nada para tratar (a não ser que tenham feito filhos no meio do caminho, aí a história é outra). O negócio é fazer as malas assim que sentir a aproximação do ponta-pé e sair correndo sem olhar prá trás. Lá na frente você vai começar a diminuir a toada, apreciar a paisagem, conhecer gente nova e interessante, assuntos instigantes e nem vai se lembrar de onde veio. Lembra o curso de gaita de fole? Pois é, aquilo lá rendeu um contato com a companhia de sapateado escocês Lord of the Dance e, veja só, aquela bailarina ruiva de cabelo cacheado tá te dando mole desde o primeiro ensaio. Fifonho? Bodoquinha? Quem?

2º passo: Ex não é amigo.

Ok, vocês foram o melhor amigo um do outro quando eram namorados. E nada impede que se falem amigavelmente vez por outra. Mas não vá achar que devem combinar saídas e encontros como se nada demais tivesse acontecido. Aconteceu. A casa caiu! E se você foi mesmo abduzido, uma amizade nefasta como aquela não acrescentará nada para a sua evolução pessoal. Deixe os encontros a encargo do destino: atravessando o sinal no meio da rua, xingando no trânsito, essas coisas...

3º passo: Deixe de ser masoquista!

Guardar e ler a cada dois dias as cartas, os e-mails, ver as fotos, ficar remoendo todas as lembranças, manter aquela quantidade de bibelô ou bichinho de pelúcia que só servem para acumular poeira e mágoa... Nada disso vai aplacar a falta que você está sentindo. Pelo contrário, isso só prolonga ainda mais o sofrimento e te faz perder um preciosíssimo tempo produtivo. Jogue tudo fora. Queime essa tralha toda, doe, jogue no rio, faça o que quiser, mas limpe o ambiente.

4º passo: Provocar ciúme pra quê?

Você saiu daquele relacionamento se sentindo a lasca da unha encravada do soldado raso da Primeira Guerra Mundial. Nada mais compreensível que agora queira "dar o troco", mostrar que está bem, que deu a volta por cima. O problema é quando quer mostrar que está melhor que o outro. Você começa a se render a subterfúgios na internet, por meio de amigos para fazer o ex (ou a ex) saber que você agora é secretário pessoal do Bill Gates ou que está "pegando" uma das (ou um dos) modelos do São Paulo Fashion Week. Se você comprar um boneco vudu numa loja de macumba, dá na mesma. Você acaba dedicando horas do seu precioso tempo nessa atividade estéril de continuar roendo o mesmo osso. Não percebe que se continuar na sua pode encontrar um prato de filé mignon mais à frente.

5º passo: Produza!

Quer esquecer alguém? Lembre-se de você mesmo e trabalhe! Trabalhe como nunca trabalhou antes na sua vida. 8, 9, 10, 15 horas por dia. Quando cansar, vá para a academia ou vá pedalar um pouco. Gaste energia numa caminhada. Nos fins-de-semana, divirta-se até desopilar o fígado. Vá ao cinema sozinho. Finalmente você não se sentirá obrigado a assistir aqueles filmes idiotas de ação ou aquelas baranguices românticas. A pipoca renderá mais e, de quebra, você se instrui com filmes edificantes.

6º passo: Não se iluda.

Tudo bem, você terá freqüentes arroubos de carência. Mas não vá achar que sair à caça em bares vai aplacar essa sua falta e te por diante da sua alma-gêmea, a quem você finalmente poderá confiar toda a sua existência e o seu amor. Pode "pegar" dez ou doze numa única noite. A cara-metade que lhe é destinada não estará nessa lista. Quando acordar, aquela ressaca moral e o vazio vão te dar um esfuziante "bom dia". E isso se repetirá ad infinitum, até você entender e aceitar que ninguém aparece na vida do outro para "salvá-lo".

Quando você finalmente aprender a cuidar de si mesmo e se virar, vai acabar topando com outra pessoa em igual condição e então contribuirá para a teoria darwiniana da evolução das espécies. Se não achar que é capaz de tal proeza, ao menos tenha certeza de que Fifonho ou Bodoquinha nunca mais terão assento no seu sofá. Como diria Armstrong (o cara da lua, não o trompetista, por Deus!), isso seria um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade.

Texto da Pilar Fazito (já virei fã dessa moça!) >> @PilarFazito pra seguir no Twitter
Fonte: Digestivo Cultural e no Twitter também sigo >> @digestivo
Um dos melhores textos que já li nos últimos tempos, com certeza!

Imagem daqui